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Festival de Gramado tem a volta do público em sua edição de 50 anos

Depois de dois anos com transmissão pela internet, por causa da pandemia, festa do cinema volta sem restrições. Três longas-metragens nacionais e estrangeiros e 14 curtas disputam a mostra. Festival de Gramado tem a volta do público em sua edição de 50 anos

O público voltou ao Festival de Gramado, e a edição deste ano é ainda mais especial. É a comemoração pelos 50 anos da festa do cinema.

O tapete vermelho é a passarela do Festival de Cinema de Gramado e o momento em que os fãs conseguem ficar pertinho dos ídolos.

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É um lugar de onde até os artistas mais veteranos sentem saudade.

“Fazia cinco anos que eu não vinha, e estou em uma alegria imensa de estar no festival”, afirma a atriz Bete Mendes.

Depois de dois anos em que foi transmitido pela internet por causa da pandemia, esse é o primeiro festival sem restrições.

“Eu estou na minha terra de volta. Fico super emocionada ver de volta, presencial e toda essa energia, nesse tapete vermelho, muito feliz de estar aqui”, diz a atriz Barbara Paz.

Esse ano, 13 longas-metragens nacionais e estrangeiros e 14 curtas disputam a mostra competitiva. Na primeira noite, a estrela foi Marcélia Cartaxo, protagonista de ‘A Mãe’, o primeiro longa nacional em exibição.

“Eu acho que eu já passei por aqui umas quatro, cinco vezes. É muito bom fazer parte desta história e o cinema brasileiro está de parabéns”, destaca a atriz Marcelia Cartaxo.

História é a palavra que a gente mais ouve por aqui. Em um festival que completa Bodas de Ouro, além da imensa lista de filmes, há muito o que contar e relembrar de 50 edições dedicadas ao cinema.

Nos anos de 1970, o festival era no verão. O público matava a curiosidade de olho na piscina do hotel.

"Era um grande fervo porque toda a população ia até lá para ver esses artistas que muitas vezes queriam causar e tiravam as sungas, os biquínis”, relembra Fernando Guerra, gerente-geral do museu do Festival de Cinema de Gramado.

A ousadia e o glamour se tornaram a marca de Gramado. Teve a elegância da norte-americana Faye Dunaway e da italiana Gina Lollobrigida. Entre os ícones nacionais, nomes como Lima Duarte e Grande Otelo passaram pelo palácio dos festivais que virou um espaço de resistência. Com a extinção da Embrafilme, em 1990, abriu as portas para o cinema latino-americano dois anos depois.

Esse ano, a expectativa é grande para ‘A viagem de Pedro’, de Laís Bodanzky. O longa, protagonizado por Cauã Reymond, vai ser exibido na quarta-feira (17) fora da mostra competitiva.

Marcos Palmeira, o José Leôncio da novela ‘Pantanal’, recebe neste sábado (13) à noite o Troféu Oscarito. O prêmio é entregue a grandes nomes do cinema nacional. Para Marcos, que já recebeu dois Kikitos de Melhor Ator no festival, é a coroação de uma vida dedicada ao cinema.

“O Festival faz parte da minha vida, me deu tanta coisa: me deu o primeiro Kikito, meu primeiro prêmio do cinema há 35 anos. Depois, receber o prêmio de Melhor Ator pelo filme 'Barrela' , em 1990, quando estava gravando ‘Pantanal’ naquela época que não pude vir receber. Hoje estou aqui sendo homenageado. São muitas histórias! É um Festival de resistência, mostrando a força da cultura, a força do cinema brasileiro, a força dessa comunicação do brasileiro com o seu próprio povo”, diz o ator Marcos Palmeira.

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